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Banco de Alimentos

Solidariedade e Consciência Social

Inaugurada em 8 de março de 1974, a Ceasa sempre contou com a solidariedade dos permissionários no combate à fome e ao desperdício de alimentos. Nas primeiras décadas, famílias e instituições assistenciais retiravam as sobras de alimentos não comercializados diretamente nos pavilhões do complexo.

Em 2003, diante do aumento da demanda, a administração criou o programa de assistência alimentar e combate ao desperdício, batizado inicialmente de Tá no Prato. Em 2015, o programa mudou de nome e de status, passando a chamar-se Prato Para Todos. Em 2017, foi elevado à categoria de programa de governolicite a ficha cadastral pelo e-mail:

programasocial@ceasa.rs.gov.br


Cerca de 60 mil pessoas atendidas por mês

Em 2023, o programa passou a atender cerca de 60 mil pessoas por mês. Semanalmente, são distribuídos alimentos para 122 instituições assistenciais (associações comunitárias, creches, asilos, entre outras) e 252 famílias carentes.


Distribuição de alimentos é semanal

Duas vezes por semana, o Banco de Alimentos distribui frutas, legumes e verduras para famílias carentes, entidades e associações comunitárias cadastradas no Prato Para Todos.
Idosos cadastrados que possuem dificuldade de locomoção recebem os kits diretamente em casa.


Câmara fria garante durabilidade dos hortifrutis

O Banco de Alimentos conta com uma sala refrigerada para armazenagem de hortifrutigranjeiros. O espaço é adequado para assegurar a qualidade de frutas, legumes e verduras que são recebidos, lavados e selecionados para distribuição nos dias seguintes.


Descarte também tem destinação

Hortigranjeiros considerados impróprios para consumo humano são destinados à alimentação de animais em fazendas terapêuticas parceiras da Ceasa.
Dependentes químicos recuperados por essas instituições atuam como voluntários no Banco de Alimentos — eles recebem, lavam e selecionam os hortifrutis que serão entregues às entidades e famílias carentes.
Todos recebem alimentação na Ceasa. Atualmente, o Banco de Alimentos conta com 16 fazendas parceiras e 39 voluntários.


Ação solidária

Uma parceria com uma produtora de eventos potencializou a arrecadação de itens da cesta básica para famílias carentes.

Uma das metas da atual gestão é atrair parceiros privados para fortalecer essa iniciativa social. Na primeira ação de arrecadação de alimentos não perecíveis, realizada em parceria com a Opinião Produtora em julho de 2023, o Banco de Alimentos recebeu 2,2 toneladas de itens da cesta básica.
A doação foi feita por meio do ingresso solidário, que oferecia descontos em shows no Auditório Araújo Vianna, nos dias 7 e 9 de julho, em troca de alimentos.
No total, foram arrecadadas 85 caixas com pacotes de arroz, feijão, massa, farinha, sal, açúcar, polenta, bolacha, óleo de cozinha e leite.

Segundo o presidente Carlos Siegle de Souza, a ação tem potencial de expansão à medida que novas produtoras se engajem nessa corrente solidária:

“Esses alimentos serão um belo incremento às cotas de hortigranjeiros entregues às famílias e entidades do Banco de Alimentos”, comemorou o presidente.


Programa social dividido em três eixos

1. Assistência Alimentar

  • Distribuição de hortifrutigranjeiros excedentes doados por produtores e atacadistas para beneficiados cadastrados — creches comunitárias, instituições filantrópicas, asilos e entidades que atendem pessoas em vulnerabilidade social.
    As entidades retiram os alimentos uma vez por semana na Ceasa.

  • Distribuição de alimentos no portão da Ceasa, por meio da doação de kits de hortifrutis para a população de baixa renda.
    As entregas ocorrem quartas, quintas e sextas-feiras, das 10h às 11h.


2. Ação Educacional

Este eixo será reestruturado para retornar em breve.

No projeto original, era composto por um ônibus-escola equipado com cozinha industrial e capacidade para 24 pessoas, doado pela Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre.

No veículo, uma equipe de nutricionistas do SESC realizava oficinas de combate ao desperdício e de aproveitamento integral dos alimentos, ensinando receitas que utilizam cascas, folhas, talos e outras partes normalmente descartadas.
Essas práticas representam uma economia de 30% a 50% no orçamento familiar.

Mais de 8 mil pessoas foram capacitadas em cerca de 300 oficinas realizadas em bairros, vilas, entidades sociais, associações comunitárias e órgãos públicos.


3. Reinserção Social

O eixo de reinserção social está ligado às 16 comunidades terapêuticas parceiras da Ceasa, que acolhem pessoas que concluíram tratamento contra drogas e alcoolismo.

São 39 voluntários que colaboram nas etapas de arrecadação, seleção e distribuição de alimentos às entidades. Eles são acompanhados pela equipe do Banco de Alimentos, em conjunto com as comunidades terapêuticas, e podem ser reintegrados ao mercado de trabalho ou encaminhados para o primeiro emprego após avaliação.


Mérito Reconhecido

Programa laureado pela ONU e reconhecido pelo Governo Federal

O programa social da Ceasa foi laureado em 2004 e novamente reconhecido em 2017 pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) como um dos melhores programas de combate à miséria e de reinserção social de dependentes químicos no Brasil.

Em 2019, o Prato Para Todos foi selecionado pelo Ministério da Cidadania para integrar um estudo de boas práticas.
O programa foi um dos cinco escolhidos entre 63 da Região Sul, servindo de modelo para a elaboração de um manual nacional de boas práticas sociais.

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